domingo, 28 de agosto de 2011

quem é você?

Quem é você? Me parece tão familiar, mas eu não consigo me lembrar quem é. Espere, não fale, me deixe puxar na memória... Ah, claro, é você. Como eu pude esquecer justamente de você? Esquecer daquele que me deu a sensação de felicidade por um determinado tempo? Daquele que falou aquelas coisas tão lindas que de vez em quanto eu me pego relendo? Como pude esquecer aquele que prometeu estar pra sempre comigo? Daquele que fez mil e uma promessas? E que não cumpriu nenhuma delas? Daquele que me trocou por outra, e que depois foi embora sem se despedir? Esquecer justo aquele que mais me fez chorar, mais me fez sofrer? Aquele a qual eu escrevi milhares de textos pensando? Esquecer o motivo das minhas noites em claro, das minhas lágrimas cristalizadas, das minhas orações diárias? Esquecer o personagem principal dos meus sonhos, dos diálogos na minha cabeça? Como pude esquecer? Você sabia que a cicatriz continua dentro do meu peito? Pois é, mas ela não dói mais. Parou de doer exatamente no momento em que eu te esqueci. Por isso não me lembrei de você agora. Eu rasguei a página em que você fazia parte. O livro ficou meio sem sentido, faltando uma parte, mas pelo menos não dói mais. Mas afinal, porque você está aqui? Não deu certo com ela? Só te digo uma coisa: sinto muito. Eu me proíbo de escrever seu nome novamente. Me proíbo de sofrer de novo pelo mesmo motivo. Pode ir embora, não precisa se despedir, já que você não fez isso uma vez, e muito menos peça pra ficar. Não se meta no meu presente, ele está perfeito sem você. Ah, mas antes de ir, lembra quando eu disse que não viveria sem você? Eu estava errada, completamente errada. Você não era minha vida, você só era algo que me fazia bem, mas que se foi. Algo que eu aprendi a viver sem. Mas chega, vá embora agora. E vá logo, antes que a minha crise de amnésia resolva partir antes, e eu lembre quem é você.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

sinto sua falta

“Eu sinto a sua falta” é a frase que meu coração mais grita. O seu cheiro ainda está nas minhas roupas, e ao fechar os olhos eu sinto o seu abraço. Você me faz falta, e eu só percebi isso depois que você se foi. Eu queria tanto que você voltasse, e só o meu travesseiro sabe o quanto. Por mais que eu negue, meu coração sabe que todas as noites você me vem à mente. Você não vai voltar, eu não tenho como te trazer de volta. Essas são as consequências, de um erro meu, de um erro nosso. O meu coração não está inteiro; você levou uma parte dele consigo. E eu pelo que vejo, nunca mais a terei de volta. Por que essa dor não vai embora? Ela insiste em continuar aqui comigo. O escuro se tornou o meu melhor amigo. O sono me trás pesadelos, piores mesmo do que os que eu estou vivendo. Eu relembro todos os dias aquela cena: você virando as costas e indo embora, me deixando ali sozinha, as lágrimas escorrendo, você partindo. Por que você se foi? Você me deixou mal, eu ainda estou mal. Os dias parecem meses, e o frio do inverno não me conforta. Eu tenho medo, medo de não conseguir seguir em frente. Tudo me causa dor, tudo me lembra você. E eu me pergunto: você realmente me amava? Eu não sei, e talvez nunca saiba. Me diga uma coisa: você, alguma vez ao dia, pensa em mim? Sorri quando falam o meu nome? Eu só queria ouvir uma resposta. Eu só queria sentir o seu abraço pela ultima vez. Eu só queria te sentir por um instante. Mas isso agora só é possível nos meus sonhos. e no final de cada um deles, logo ao acordar, meu coração soltará um “eu sinto a sua falta”, ao ver que você não está e nem voltará para a minha vida.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ainda dói

Eu pensei que já tivesse esquecido, mas então o que aconteceu quando eu olhei pra você? Alguma coisa aqui dentro mexeu, algo que eu acreditava estar morto. Algo que não deveria mais existir. Por um momento eu me senti a pior pessoa do mundo, e aquela vontade de chorar voltou pra mim. O que estava acontecendo? Sofrer de novo… Não, não por você. Eu não quero, eu me proíbo. Eu tento aceitar que é algo passageiro. Eu sei que é. Na verdade, eu não sei. Mas por que voltou? Eu já tinha me acostumado com a sua ausência. Eu estava aceitando a realidade. Eu estava conseguindo seguir em frente, e quase voltando a ser feliz. Aí você aparece de novo e mexe com tudo? Isso é sacanagem. Como fazer pra esconder essas malditas lágrimas que insistem em aparecer nos meus olhos? Por favor, me dê uma resposta rápida. Como seguir em frente agora? Se tudo que eu quero é que você fique do meu lado? Você sabe tudo que eu preciso, você conhece os meus segredos mais profundos. Você apareceu de novo na minha vida. Dessa vez é pra ficar? Eu sei que não, mas me deixe acreditar que é. A ilusão me faz bem. De qualquer jeito vai doer no final. E a cada momento que passa eu lembro daquele beijo no fim da tarde, e isso aperta o meu peito. É nesse momento que você vira as costas e segue em frente, esquecendo que eu estou aqui. Você não sabe o quanto me custou ver isso sem gritar de dor. Uma chuva fina começa a cair, eu me ajoelho e ali continuo observando você se afastar. Minhas lágrimas se misturam com as gotas da chuva. Eu sei que nada mais pode ser feito. Só continuar ali, até a dor passar.

permanece em mim

O tempo tem passado, mas as lembranças continuam aqui. Ver as fotos que tiramos, e perceber que elas foram substituídas pelas que você tirou com ela. Saber que não é mais eu que você procura primeiramente quando entra no msn, e sim ela. Perceber que as coisas mudaram, e que o seu "eu te amo" agora é pra ela. Cair na real e ter que admitir que ela tem o meu mundo nas mãos. Falta algo aqui dentro, eu me sinto vazia. Sorrir se tornou complicado, uma coisa forçada. As músicas me lembram nós dois, aí eu vejo que não existem mais "nós". Negar que o motivo da minha tristeza é você não adianta mais, todos já perceberam. As lágrimas saem por vontade própria no silêncio da noite ao perceber que não vai mais chegar mensagens. Pra todo canto que eu olho, as lembranças vem me perturbar, me recordar os momentos que eu passei do seu lado. Do abraço que fazia eu me sentir a melhor pessoa do mundo. Agora, é a solidão que me abraça, esfregando na minha cara que nada mais é como já foi. E nem vai voltar a ser. Te ver sorrir não me faz mais sorrir, só faz doer mais. O céu azul que antes me fazia feliz ao lembrar você, hoje está nublado. Eu não tenho mais sonhado, já faz muito tempo. Desde que você se foi. Em compensação antes, eu sonhava todo dia; com você. Eu sinto falta disso. Eu sinto falta de tudo que já foi.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

o adeus final

Depois de tanta conversa, chegou a hora da despedida. A pior hora na minha opinião. Eu precisava dizer algumas coisas, mas não disse. Apenas falei "seja feliz". Quem imaginaria que meus pensamentos me trairiam nessa hora, ecoando um "com ela" no fim daquela frase. Claro, eu guardei isso dentro de mim, mas doeu. Doeu demais, mais até do que dar adeus. Saber que ele seria feliz com alguém, e esse alguém não seria eu. Um tapa na cara. Um soco no meio do estômago. E um meio sorriso na cara. Eu me fazia forte, ou pelo menos tentava. Até o momento em que eu o abracei. Foi demais, eu não aguentei. Ver tantos sentimentos indo por água abaixo. Todos os planos desperdiçados. E essa era a realidade. Ele com outra. E não havia palavras que mudassem isso. Mas parece que a ficha ainda não tinha caído direito. Eu me sentia igual. Com um espaço vazio dentro de mim, mas igual. Talvez por já ter aquela ideia de que tudo daria errado na cabeça. Pois é, enquanto todos me falavam "vai dar tudo certo" eu dizia "não, não vai". Parece que eu já sentia isso dentro de mim. Por mais que eu desejasse com todas as minhas forças que tudo desse certo, eu sabia que não daria. Depois de todos esses pensamentos, eu percebi que ainda estava nos braços dele. Eu vi que era hora de deixa-lo ir, e era a minha hora de ir pra casa abafar o choro com o travesseiro. Foi o que fiz. Sentir a sua mão largando a minha foi a pior coisa que eu já senti. Após ouvir aquele "te cuida" e responder um "você também" desejando que ele não me deixasse ir, comecei a caminhar sem olhar pra trás. Dei uns dez passos e não resisti. Olhei, e o vi seguindo seu rumo. Algo apertou aqui dentro, mas eu continuei. Engoli a vontade de sair correndo em direção a ele, abraça-lo e não largá-lo mais. A vontade de falar 'eu te amo', ah, essa eu a prendi no fundo do meu peito. Eu sabia que tinha que continuar, com ou sem ele. E aquela, bem, foi a pior despedida da minha vida.

domingo, 24 de julho de 2011

sonhos

Estou num momento meio sei lá. Carência, desespero, tristeza, alegria, dependência, tudo se mistura. E a partir disso os meus sentimentos são formados. Confuso né? Imaginem pra quem sente. Parece que eu caminho quilômetros, mas não saio do lugar. Nos sonhos eu vivo o que a realidade insiste em me negar. As palavras se tornam mudas a partir do momento em que saem da boca das pessoas. E eu continuo no mesmo lugar, lutando contra mim mesma. Quem eu sou contra quem eu deveria ser. Ou o que eu gostaria de ser. Aquele sorriso de antes sumiu. A tristeza prevalece nos olhos de quem vê. A pessoa que eu era morreu. E eu confesso, às vezes sinto saudade de mim mesma. Mas o medo, ah o medo, é o que mais vivencia em mim. Eu não sei, talvez medo das pessoas, medo das palavras, medo dos olhares, dos julgamentos, das mentiras, da insanidade. Medo de sonhar. Sim, disso mesmo que você leu. O medo sufoca os meus sonhos, invade a minha mente e me faz pensar que eu posso ficar presa neles, e não enfrentar a realidade lá fora. Que oferta tentadora. Mas eu vejo, que isso não é o certo. Mas afinal, será que alguém se importa com o certo ou o errado? Será que alguém pensa no que eu devo fazer? A pergunta que eu realmente gostaria de fazer é: será que alguém realmente se importa comigo? Mas voltemos a falar dos meus medos. Não, dos medos não. Dos sonhos. São eles que me fazem sentir o que eu sinto. Todas aquelas ilusões, aqueles diálogos que eu digo e repito conforme a minha vontade. Tudo aquilo me dá vontade de viver. De viver? Não, tudo aquilo me dá vontade de continuar lá, naquele local perfeito, vivendo a minha vida sem erros. Conforme o MEU script. E aí as dúvidas voltam a me perseguir. Eu devo continuar vivendo e esquecer os sonhos? Ou continuar sonhando e esquecer a vida? Perguntas sem respostas.
Mas e aí, vocês querem saber o que tem de tão bom nos meus sonhos? Faremos o seguinte, venham comigo, mas não tenham dúvidas, não façam perguntas, e muito menos tenham medo de viver por um momento a minha realidade inventada.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

surpresa.

Sabe, esses dias o guri que eu gosto me mandou um texto no msn. Eu o li, e ví que era um texto meu. Logo em seguida, ele perguntou se tinha sido eu quem o escreveu, e eu respondi que sim. Ele elogiou as palavras e eu agradeci. Ficamos em silêncio algum tempo; trinta segundos, eu acho, mas pareceu uma eternidade. Foi ele quem falou: "Desculpa, mas por que tão triste?" E agora? O que responder? Eu pensei, repensei, e cheguei a uma resposta. Expliquei que eu guardava tudo dentro de mim, chegava uma hora que eu não aguentava mais, e a minha única saída era escrever aqui. Ele pediu se podia fazer algo, mas o que faria? Eu só respondi que não tinha nada pra fazer. Eu entrei de cabeça na situação, e acabei falando sem pensar que já tinha escrito um texto pensando nele. Aí veio a pergunta: "Sério? Como?" Mas a resposta foi fácil. Falei que me apego demais as pessoas, e muito rápido; aí eu quebro a cara, e escrevo. Terminei dizendo ''e isso aconteceu''. Aí veio a parte mais surpreendente da conversa. Uma confissão da parte dele. "Sabe...vou ser sincero, eu queria ficar mais e mais vezes contigo, por que eu curti fica contigo sabe.. é que minha timidez é enorme, não deveria ser assim, parece que eu tenho 5 anos. Desculpa" Exatamente assim. Imagine a minha reação. Todos os sonhos, as esperanças, tudo voltou. E eu não quero que vá embora dessa vez. Nunca mais ♥